Cubo Shimano Nexus na bicicleta urbana

Saiba como funciona o Shimano Nexus na prática.

Na maioria dos países as bicicletas urbanas, também conhecidas como híbridas, são muito populares, plenamente adaptadas ao ambiente urbano das ruas, do transito e deslocamentos para escola e trabalho, elas atendem bem ao seu propósito, levar ciclistas com rapidez e conforto nos deslocamentos pelas cidades, sem se importarem se faz sol ou chuva, por isso, muitas delas tem para-lamas, mas o câmbio embutido no cubo é o melhor item de conforto e praticidade nesse tipo de bicicleta.

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Quem usa a bike como meio de transporte quer conforto e praticidade, por isso elas são equipadas com componentes e acessórios que melhoram sua performance na cidade.

No Brasil, a maioria dos ciclistas urbanos ainda usa a MTB, muitas vezes carregando peso sem necessidade, como suspensões com molas, muitas marchas e pneus grossos, que aumentam o arrasto. Hoje temos mais opções de urbanas, algumas com quadros baixos, que facilitam montar e desmontar da bicicleta, diminuindo o risco ao compartilhar espaço com carros e pedestres.

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A suspensão e pneus largos ajudam as MTB na terra, mas na cidade geram arrasto e peso extra, tornando a bike menos ágil.

O cubo Nexus foi lançado no Japão 60 anos atrás, é a melhor solução para mobilidade urbana, por isso a maioria das bikes sharing – bikes compartilhadas, utilizam esse componente mundo afora. Tem muita gente querendo ser ciclista mas tem receio de usar bicicletas com câmbios convencionais, acham que vão ter dificuldade, não vão saber quando usar cada marcha, e para muitas delas, uma bike single – sem marcha, não resolve o problema, porque tem que enfrentar subidas nos seus deslocamentos.

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A maioria das bikes compartilhadas aqui e em outros países utilizam cubo Nexus pela praticidade e resistência do projeto, as bikes rodam milhares de quilômetros sem necessidade de manutenção.

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Outra preocupação desses usuários é com relação a corrente, eles tem receio da corrente cair em uma dessas trocas de marchas, que é realmente desagradável, você está indo trabalhar de bike, e se isso acontecer, terá que sujar as mãos para recoloca-la, ainda correndo o risco dela travar entre o quadro e o cassette, mas com esse tipo de cubo isso não acontece, a pesar de ter marchas, a bike usa apenas uma coroa e um pinhão, e a corrente fica bem esticada, sem chance de cair!

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A queda de corrente é um transtorno para qualquer ciclista, principalmente na ida ao trabalho ou escola, e nesse ponto o Nexus leva grande vantagem, não há troca de marcha externa.

Uma característica muito legal desse sistema é que ele é muito parecido com os câmbios dos carros no uso, você pode trocar de marcha ou escolher uma marcha com a bike parada. É muito comum o ciclista parar em um semáforo ou fazer uma parada qualquer e deixar a bike na marcha pesada, obrigando esse ciclista a fazer mais força para sair, mas aqui não, antes de sair, você escolhe outra marcha e faz a troca com a bike parada, não precisa pedalar para fazer isso.

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Com câmbios convencionais, o ciclista deve fazer reduções antecipadas, pensando na saída, caso pedale com marchas pesadas.

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Quanto ao sistema de freio, dá pra manter o V-brake ou o Side Pull, pode ser o Roller Brake, como este aqui, pode ser o Freio Contra Pedal e até mesmo freios a disco, se o cubo for o Alfine.

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Várias opções de freios podem ser usadas com cubos Nexus, Contra Pedal, Roller Brake e freio a disco (modelo Alfine), direto no cubo, ou o freio original da bike, Side Pull ou V-brake.

Com relação a manutenção, outra facilidade, o cubo é blindado, fica protegido, não tem peças se movimentando externamente, a cada dois anos você abre o cubo e tira o conjunto de engrenagens em bloco único, mergulha no óleo especial, deixa escorrer e monta novamente, mas você não precisa fazer isso em casa, pois há várias lojas habilitadas para fazer manutenção no Nexus.

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A manutenção do cubo Nexus consiste em mergulhar as engrenagens em óleo especial, deixar escorrer e coloca-las de volta no cubo, 1 vez a dada 2 anos!

PEDALANDO
Para entender melhor esses benefícios, enfrentamos ruas e avenidas de São Paulo com uma MTB com câmbios convencionais, com 24 marchas e com uma urbana equipada com cubo Nexus Inter3.
A gente queria saber se uma bike com apenas 3 marchas poderia rodar ao lado de uma com 24 marchas.

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Duelo na cidade: MTB com 24 marchas contra Urbana com Nexus 3 marchas.

O trajeto escolhido pega todo tipo de topografia, subidas, planos e descidas. No Nexus Inter 3, a variação entre a primeira e a terceira marchas é de 186%, e para ficar mais fácil de entender, vamos medir quantos metros a bike roda em cada uma das marchas, girando apenas 1 volta completa na coroa.

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A urbana equipada com Nexus enfrentou bem todo tipo de inclinação, a diferença entre a primeira e a terceira é de 186%.

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Na primeira marcha a bike percorreu 3,16m, na segunda marcha ela percorreu 4,36m, e na terceira marcha 5,52m. Essa urbana com todos os itens de conforto acompanhou perfeitamente a MTB pela cidade, e fez isso com muita praticidade, sem sobrecarregar o ciclista com tantas trocas de marchas.
É incrível como as engrenagens internas permitem tanta variação, olhando assim por fora, parece uma bike sem marchas. Devido a robustez e praticidade, algumas Fat Bikes estão saindo de fábrica equipadas com cubos Nexus, enfrentando todo tipo de terreno, com neve, lama e areia.

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Para medir a distância percorrida em cada marcha, foram utilizados apoios alinhados ao eixo da roda traseira e medidor de distância laser.

Se você usa a bike como meio de transporte, considere essa opção na hora de trocar componentes de transmissão ou na troca da bike, é fácil de usar e não dá manutenção.

Bom Pedal!

 

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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