Lembra dessa? Acessórios antigos das bikes

Qual foi o acessório mais estranho que você já viu em uma bicicleta? Bom, eu já vi de tudo, de chifres de boi até um super extintor de incêndio, carregando apenas ar, pra ter uma buzina forte!

Entre buzinas variadas, faróis e lanternas, suportes para celular, tablet e GPS, já vimos equipamentos de som de alta capacidade, que podem atingir centenas de decibéis (escala que mede a potência sonora). Muitos tipos de cadeirinhas para crianças, banco banana, antena e até volante de carro já foram vistos por alguns de nós. Mas como eram equipadas as bikes tempos atrás?

Antigamente

Será que seu pai ou avô já usou manoplas com franjinhas ou para-barro nos paralamas? E aquelas escovinhas para limpar os cubos das rodas? Como a grande maioria dos cubos e aros de antigamente eram cromados, as escovinhas davam brilho na parte interna dos cubos, mas não dava pra ver muito, pois a escovinha estava lá, ocupando o espaço!

Ainda nas escovas, tinha aquelas pequenas, próprias para instalar nas sapatas de freio, assim, quando você freia, elas dão uma limpada no perfil do aro, para melhorar o freio ou fazer brilhar, sei lá!

Escova no cubo da bike dava brilho

A escova fazia o cubo brilhar, mas chamava mais atenção que o brilho.

Escovinhas para limpar o aro

Pequenas escovas limpavam os aros antes de brecar

Para bikes como a Barra Forte ou Barra Circular (bicicletas para transporte, conhecidas pela robustez), existiam os super confortáveis “assentos” para colocar no bagageiro traseiro e também no tubo superior da bike, permitindo aumento da capacidade de “lotação” para três pessoas. Mas como é que se freia nas descidas com três adultos?  Ahh, com as escovinhas de sapata de freio, claro!

Escovinhas para limpar o aro

Pequenas escovas presas nas sapatas de freio, limpavam os aros e faziam “brilhar”.

Eram instalados pequenos canudos e enfeites de plástico duro na raiação da bicicleta, que ao girar as rodas, produziam um som quase musical, pois havia o movimento delas nos raios, caindo em direção ao aro e ao cubo, alternadamente.

IMG-Acessorios_Antigos_Canudinhos_nos_Raios

Canudos produziam efeitos sonoros ao caírem contra os aros e contra os cubos quando a roda girava.

O para-barro de borracha, ainda encontrado nas bicicletarias antigas junto com as escovinhas, era um equipamento muito útil, considerando que a maioria das ruas eram sem pavimentação. Em borracha mais grossa do que o modelo encontrado pala Pedaleria, a peça tinha emblemas de times de futebol, ou era lisa, sem decoração, e até com refletores, conhecidos na época como “olho de gato” devido a capacidade refletiva dos olhos dos felinos.

Para-barro no para-lamas

O acessório vinha com refletores ou emblema de times de futebol.

Para-barro no para-lama da bicicleta

Ruas sem pavimentação obrigavam os ciclistas de antigamente a usarem este acessório.

Lembra das bicicletas com freios de varetas (freios que não utilizam cabos, e sim barras sólidas montadas em alavancas articuladas, para puxar o suporte de sapatas). Para estes modelos, havia um cobre manetes de freios com franjinhas, uma espécie de capa de curvim com “tirinhas” penduradas, e faziam par com as manoplas de franjinha, fitinhas que saiam da ponta da manopla, caindo uns 20 cm.

Manopla com franjinha é coisa antiga

Manoplas com enfeites e com franjinhas eram muito populares antigamente.

Garotos encapetados!

Espelho retrovisor quadrado, na cor branca, com contorno refletivo azul, vermelho, laranja ou verde, era um acessório que vendia muito bem, mais pelo aspecto, para a bicicleta ficar parecida com uma moto, do que pela utilidade e segurança de saber o que vem atrás.

Já a molecada, equipava a bike com menos glamur, e mais diversão, parte de uma embalagem de Yakult ou Danone presa ao quadro com pregador de roupas, para raspar na raiação em movimento, ou direto no pneu, e a “motoca” estava pronta, produzindo uma espécie de zunido para infernizar a mãe e a vizinhança.

A gente gostava até do pézinho que era fixo no eixo da roda traseira ou na parte traseira do quadro, porque recolhido, ficava na posição de um escapamento de motocicleta, indispensável para usar com a embalagem raspando nos raios.

Uma embalagem raspando nos raios produz zunido

Um pedaço de embalagem plástica presa ao quadro com um pregador de roupas, produzia som de moto, na opinião da molecada!

Pezinho ou descanso lateral

O pezinho ou descanso lateral, era visto também como escapamento pela garotada que sonhava com motocicletas.

Estes acessórios emblemáticos marcaram época por aqui e ainda podem ser vistos rodando par aí, principalmente nas cidades do interior, onde a bicicleta é mais que um passatempo, é uma necessidade diária.

Materiais do acervo da Ciclo Vila Isa.

Bom pedal nostálgico!

 

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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