Nos primórdios da iluminação

Nesta semana vamos mostrar algumas novidades que estão bombando no quesito iluminação, principalmente para quem pedala a noite na cidade ou em trilhas. Preparamos algumas dicas bacanas sobre esse assunto e vamos mostrar alguns produtos interessantes também. A gente achou legal então contar um pouco sobre a história dos sistemas de iluminação, hoje tão comuns em nossas vidas de ciclistas, antes de mostrarmos o que de mais novo e profissional existe no mercado.

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Como a iluminação das bicicletas serve basicamente como um chamariz para que pedestres e outros veículos enxerguem nossas magrelas e a nós nas ruas, antigamente, onde imperavam as cores mais escuras, fáceis de produzir, como o preto, cinza, tons de verde escuro, marrom e outras, a iluminação se tornou imprescindível para essa finalidade, e é claro que providências foram tomadas no final do século 19 para que acidentes fossem evitados

Se essas cores são difíceis de ser vistas, isso significa muito perigo para qualquer ciclista, então, por volta de 1870 alguns modelos de lanternas movidas a óleo começaram a circular pela europa e mais tarde, cerca de 20 anos depois as mesmas lanternas usavam gás acetileno. Existiam lâmpadas elétricas na época mas era inviável usá-las nos faróis das bicicletas, ainda não havia tanta tecnologia como temos hoje e adaptar a energia elétrica para as magrelas era utopia.

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Sistemas como o dínamo, que você pode ver nas fotos, eram obrigatórios na Alemanha na virada do século, ou seja, toda bike tinha que ter um dínamo que alimentava uma lâmpada incandescente, e nem precisamos dizer que essa lei alemã fez com que o mercado de iluminação para bicicletas crescesse como nunca e incentivasse os fabricantes a melhorar a tecnologia e buscar novas alternativas para manter os ciclistas sempre visíveis nas ruas. Porém, o mais curioso é que somente no ano passado essa lei mudou lá no velho continente, agora permitindo o uso de conjuntos de iluminação alimentados por baterias e não mais exclusivamente pelo dínamo.

Aqui no Brasil, o mercado ainda é fomentado pelos famosos dínamos, ainda vendidos e utilizados. Nos modelos mais modernos é possível usar os faróis e lanternas mesmo depois que a roda (onde a polia do gerador está instalada) parou de rodar, isso graças a adição de baterias que acumulam a energia gerada pelas rodas durante as pedaladas. A iluminação não é forte, mas até pela história que esse acessório carrega consigo, ainda dá um charme nas pedaladas.

Apesar de não iluminar muito, o farol não precisa de pilhas e a bateria apenas aguenta alguns segundos com a carga que adquiriu na pedalada (roda dianteira).

Apesar de não iluminar muito, o farol não precisa de pilhas e a bateria apenas aguenta alguns segundos com a carga que adquiriu na pedalada (roda dianteira).

Hoje temos conjuntos com alto poder de iluminação, baterias recarregáveis e muita tecnologia e criatividade envolvidos nos projetos, e vamos mostrar todos os detalhes pra você nesta semana, aguardem.

Um abraço.

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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