Instalando o ciclocomputador

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Com grande variedade de modelos, partindo de 5 funções básicas e ultrapassando as 30, os ciclocomputadores são acessórios úteis e divertidos de usar. Funções como velocidade atual, velocidade máxima alcançada, média horária, tempo, distância percorrida e odômetro (básicas), já são boa fonte de informação, mas atletas ou aficcionados que querem ou precisam saber mais, funções como altimetria (mostra ganhos de altitude), funções relacionadas a freqüência cardíaca, RPM ou cadência (voltas dadas no pedivela), medições individuais em 30 diferentes voltas, consumo de calorias e treinos com duas bicicletas diferentes (road e MTB por exemplo), são necessidades atendidas por estes pequenos e espertos acessórios, em modelos com e sem fios, dando ainda mais mobilidade e beleza a bicicleta.

Leitor cardíaco do ciclcomputador

A cinta para leitura de frequência cardíaca deve ser instalada no tórax.

INSTALAÇÃO

A instalação desses ‘brinquedos” é fácil, mas a aferição requer mais conhecimentos e intimidade com a interface do aparelho. Para instalar o suporte do ciclocomputador (modelo com fio) na mesa ou guidão e deixar ou trabalho limpo, bem estético, sem perigo de arrebentar o fio “solto no ar”, prefiro fazer a instalação de baixo para cima, escolhendo a posição e instalando o imã que vai no raio, o sensor que fica no garfo ou suspensão (parte que faz a leitura das passagens do imã), subindo pela perna do garfo/suspensão preso pelas cintas de nylon (tarap ou enforca gato) e também fita isolante, protegendo os segmentos maiores do fio, principalmente se for uma MTB.

Escolha a “via” que levará o fio até o guidão, cabo de freio, linha hidráulica do freio a disco ou um dos conduites que mais se aproxime do ponto onde parou na perna do garfo/suspensão. Vá enrolando o fio na via, checando se a base do ciclocomputador alcançará o ponto onde quer instalar. Se enrolar voltas muito próximas, poderá ficar curto, se abrir muito espaço nas voltas, irá sobrar fio e você será obrigado a embolar e fixar essa sobra. Tenha paciência e vá adequando para que fique exato.

Fios presos e organizados

Use uma cinta pequena para imobilizar o fio, evitando que ele fique frouxo.

MUITO IMPORTANTE: Verifique se não haverá danos ao fio quando esterçar o guidão para os dois lados. Escolha uma rota livre, sem enroscar com os outros conduites da bike.

Finalizado este processo de instalação, seguindo as recomendações do manual para uso das cintas de nylon para fixação dos suportes e sensores, válidos também para os modelos sem fio e com mais leituras, como o de RPM que vai no pedivela e no stay (tubos que partem do central em direção a roda traseira), partiremos para as aferições e ajustes de programação.

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O suporte do ciclocomputador instalado no guidão.

 

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Corte as cintas de fixação bem rentes, cortes irregulares ou tortos são perigosos, pois a ponta pode te machucar.

 

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AFERIÇÃO

O manual de instalação e uso do ciclocomputador apresenta uma lista de tamanhos de rodas e pneus pré estabelecidos para fazer a aferição de leitura, utilizado para indicar sua velocidade, quilometragem e demais dados (funções), mas nem sempre correspondem ao que você está usando, por isso, a aferição medindo o diâmetro externo do seu pneu é mais segura e fiel com a medida atual, considerando calibragem e desgaste.

Tirando a medida da roda

O bico da câmara de ar é a referência de saída e parada da volta completa da roda, para saber a medida da circunferência externa do pneu. 2100 mm neste modelo.

Para medir a circunferência externa do pneu, estenda uma trena aberta (mais de 2 metros), e posicione a roda dianteira com o bico de calibragem para baixo, bem reto e alinhado com o início da trena. Empurre a bike paralela a trena, até o bico dar toda a volta (uma volta completa na roda), parando com o bico novamente para baixo, na vertical. Pronto, a medida percorrida na trena entre a saída e a parada do bico de calibragem é o diâmetro externo do seu pneu, que na minha aferição mostrou 2 metros e dez centímetros, ou 2100 milímetros, dado que será inserido na tela no modo wheel diameter.
Agora é ajustar o relógio, seguindo o passo a passo do manual, e nos modelos mais sofisticados, implementar as outras informações como peso, idade, sexo, etc.

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O suporte do ciclocomputador permite instalação na mesa ou no guidão da bike.

O mais importante é você estar ciente de que o ciclocomputador faz a leitura física do que está acontecendo na bike e também com você, principalmente nos modelos que possuem o leitor cardíaco por exemplo. Ele não utiliza coordenadas de GPS nem redes de dados de celular, que são imprecisos, para fazer qualquer leitura.

Com o ciclocomputador você fica mais informado e pode ser mais exigente com seu desempenho, acompanhando e superando suas próprias marcas de tempo, média e velocidade, e ainda poderá dizer “já rodei X mil quilômetros com essa bike!”, graças a informação do odômetro, que acumula esses dados e só “zera” se tirar a bateria do aparelho.

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O imã que ativa o sensor de cadência (RPM) vai instalado na parte de trás do pedivela.

 

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O imã que ativa o sensor de leituras gerais vai instalado em um raio da roda dianteira.

Para conhecer a história e todas as funções dos ciclocomputadores, veja o post sobre os ciclocomputadores.

Bom pedal!

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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