Os desafios na ciclovia do Parque do Ibirapuera

Olha que nem era domingo.

Fomos até a ciclovia no parque do Ibirapuera neste sábado, dia primeiro, e em apenas algumas voltas identificamos grandes riscos para ciclistas, pedestres, e resumindo, todo e qualquer frequentador do parque.

O que identificamos:

Pedestres, patinadores, skatistas, cachorros…

Ficamos impressionados com a quantidade de distrações que puderam ser encontradas durante toda a extensão da ciclovia, todos invadem a faixa exclusiva sem a menor preocupação com a segurança e o bom senso. Se há o espaço reservado para o ciclista, ele existe para ser respeitado, para segurança de todos, a faixa foi criada para gerar segurança, e ela depende de todos que estão no parque. É muito simples, basta respeitar o espaço de cada um. Assim como vimos ciclistas invadirem o espaço do pessoal do patins, a questão do respeito independe do tipo de veículo que o cidadão está conduzindo.

Velódromo improvisado

Foi muito frequente também a participação de ciclistas irresponsáveis, que não respeitam a velocidade coerente na ciclovia. Principalmente por estar em um parque público, destinado a todo tipo de diversão e exercícios, a gente encontra pessoas diferentes, com pensamentos diferentes e atitudes mais diferentes ainda. Esses ciclistas não se preocupam com a segurança deles e dos outros, correm, ultrapassam e até xingam quem está a sua frente “empacando” sua corrida em busca do recorde mundial de velocidade em parque público.

Lerdódromo

É claro que o oposto também acontece. A ciclovia é para todos, porém, todos devem entender que o convívio em harmonia num lugar como a ciclovia passa pelo bom senso. Colocar seu filho com um triciclo numa ciclovia é arriscado para ele, você e outros ciclistas, que mesmo pedalando na velocidade correta, para o seu filho vai parecer um ônibus desgovernado vindo em rota de colisão. Velocidade muito reduzida, ciclistas pedalando em ziguezague, invadindo a contramão, falta de atenção e muitos outros deslizes provocam acidentes todos os dias.

Cadê o capacete?

Em uma contagem simples que fizemos, 95% das pessoas que estavam pedalando por lá não usavam capacete! E a famosa cena de alguém usando o capacete ao contrário foi comprovada 2 vezes, nos poucos que usavam o equipamento. Vamos lançar um vídeo em breve, mostrando a importância e como você pode escolher o capacete mais adequado.

Então pessoal, contem pra gente o que mais vocês notam de errado nas ciclovias por aí. Podemos selecionar as melhores e fazer um vídeo bem legal sobre isso.

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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