Segurança para os pequenos

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A gente sempre se preocupa mais com a segurança dos nossos filhos do que com a nossa. Certo?

Errado. São frequentes os flagras nos parques de pais ou tios que colocam a garotada pra pedalar sem se preocupar em instrui-los quanto as boas maneiras ou até pior, deixando a galerinha pedalar por aí sem capacete e luvas por exemplo.

Aqui vamos mostrar alguns detalhes sobre os equipamentos de segurança específicos para crianças, mas como todos estão cansados de saber, o básico é o suficiente, ou seja, um kit com capacete, joelheiras e cotoveleiras é o ideal para os pequenos não sofrerem lesões graves. Pode parecer bobeira, mas um tombo de bicicleta pode ser muito perigoso para uma criança, elas ainda não tem o equilíbrio nem a atenção afinados como nós, adultos.

Partindo do princípio que uma criança que está aprendendo a pedalar fica totalmente alheia ao que está acontecendo ao seu redor, pois foca sua concentração no ato de pedalar, o perigo dela acertar um pedestre, não ver um buraco, uma pedra, um poste ou também de não ser vista pelas outras pessoas ou ciclistas transforma o passeio numa aventura perigosa.

Capacete

Não pense você que só porque o capacete é infantil ele não precisa ter tecnologia e ajustes, muito pelo contrário. A garotada sempre reclama que “Tá apertado pai…”, “Ta soltando…”, “Ta incomodando…”. Serão reclamações frequentes se você não prestar atenção a detalhes como a qualidade da forração do capacete por exemplo. Já é difícil fazer uma criança enfiar um capacete na cabeça, ainda mais se ele for desconfortável. Não se preocupe com o preço do capacete, a cabeça do seu filho vale mais do que a pechincha na loja de bicicletas.

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Tudo que falamos no post sobre regulagem de capacete se aplica também aos infantis, como detalhes de ajustes das fivelas e correias. Então fique atento porque uma dica serve pra todo mundo, independente do tamanho do ciclista. Fique atendo à regulagem na nuca, se houver, também verifique se a fivela não está muito apertada embaixo do queixo da criança ou se a correia não está passando por cima das orelhas. Se a criança tiver cabelos longos, faça um rabinho, prenda bem os cabelos para não incomodar.

 

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Joelheiras e cotoveleiras

Legal para os meninos e um inferno para as meninas. Definitivamente são públicos diferentes já em tenra idade. Os meninos se sentem super heróis quando estão com esses equipamentos, já as meninas falam que é coisa de menino, que ficam parecendo um Decepticon, um robô ou sei lá o quê, dizem que ficam feias e coisa e tal. A lista de argumentos é gigantesca, mesmo que o equipamento seja rosa, pink e da Cinderela.

Tenha em mente que é muito importante, independente do sexo ou das vontades dos seus filhos, que eles usem o cacacete. Joelheiras e cotoveleiras evitam alguns ralados mas não protegem contra impactos, mas se puder, vista neles. Minha tática usual é falar:  “Ou é isso ou o Methiolate depois. Ou pior, a  buchinha com sabonete pra limpar o ralado na hora do banho.”

Em alguns casos, as cotoveleiras salvam a pátria naqueles momentos de descontrole em que a criança passa perto demais da parede e dá uma ralada nervosa na parede chapiscada. Bom, esse é o pior dos cenários; mas acontece. Então, previna-se.

Luvas

Parece mais um acessório do que um equipamento de segurança. Bom, não é bem assim. As luvas ajudam em dois pontos principais, o primeiro é o conforto. Geralmente as bicicletas de criança, principalmente as menores, não possuem manoplas muito confortáveis, e o resultado é um desconforto na palma da mão e nos dedos, e criança desconfortável na bike é sinônimo de cabide novo no quarto dos fundos, a criança desiste mesmo.

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O segundo ponto é que, quando a criança cai da bicicleta o instinto é largar a bike completamente e se atirar com as mãos no chão. Pronto. Nem precisaria falar mais nada. Mas a gente, mesmo adulto, sabe como é complicado ferimentos nas mãos, agora imagina nas delicadas mãozinhas das crianças. Se isso acontecer vai ser um chororô danado, por dias. Então, para que as meninas e meninos não fiquem com bolhas nas mãos ou corram o risco de ralar os dedinhos no chão, luvas neles.

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Fique atento ao tamanho correto das luvas, como as dos adultos, devem cobrir os dedos até a metade e também devem ficar justinhas, não apertadas nem muito menos atrapalhar o movimento dos dedos no ato de usar as manetes de freio. O melhor a fazer é ir com a criança até uma loja de bikes e experimentar quantas luvas forem necessárias. É do Ben10, da Barbie, sei lá, mas não ficou ajustada adequadamente, a costura ficou torta, o tecido dá coceira? Parte pra outra.

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Faça tudo que tiver ao seu alcance para incentivar o seu filho a pedalar, e claro, se ele se sentir sempre confortável, mesmo se levar um tombo, é ponto para o papai e pra mamãe. Dicas como estas podem te ajudar a gerar mais confiança no seu filho, assim ele nunca vai temer a bike ou ficar com vergonha de levar um capote no parquinho do prédio na frente dos amigos. ;)

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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