Vai trocar a corrente da bike?

Seja na troca ou na manutenção, saber abrir e fechar com segurança uma corrente de bike é muito importante.

Não é só na troca da relação que se desmonta uma corrente, a maioria das oficinas faz isso durante a manutenção, pois facilita o acesso as coroas e câmbios durante a limpeza da bike.

Quando a bike tem o Missing Link o trabalho é fácil, esse tipo de emenda de correntes é muito prático, tanto a abrir quanto para fechar, mas se a corrente não tem esse tipo de solução, é necessário usar a tradicional chave de corrente para extrair o pino. Muitos ciclistas e até mesmo oficinas ainda usam o velho prego de aço para fazer esse trabalho, arriscando os dedos e a qualidade do serviço, embora essa ferramenta seja encontrada hoje até nas portáteis multiferramentas.

img-Missing_Link

A emenda rápida Missing Link pode ser reutilizada entre 5 e 10 vezes, e pode ser adquirida aparte nos modelos de 6 a 11 marchas.

img-Abrindo_Corrente_com_Prego

Abrindo corrente com prego de aço – muito comum ainda hoje!

Quem usa o Missing Link pode ter em sua coleção de ferramentas o alicate adequado para abrir essa emenda rápida, ele apoia nos roletes dentro da emenda, abrindo o sistema por compressão. Dá pra fazer esse trabalho com uma alicate de bico, mas a maioria deles tem as pontas grossas, principalmente para correntes de 9, 10 e 11 velocidades, sendo necessário desbastar um pouco as pontas do alicate.

img-Alicates_para_Abrir_Link_de_Corrente

Tanto a chave de abrir corrente quanto o prego podem deixar a corrente com links presos durante a montagem, isso acontece pois as laterais do link ficam muito prensadas nos roletes, exigindo um verdadeiro malabarismo para soltar esse link travado, pois pedalar com uma corrente assim é dor de cabeça na certa.

Utilizar o mesmo pino durante a montagem de uma corrente não é nenhum segredo, mas deve ser feito com muito cuidado, pois um pino mal trabalhado é um ponto de fragilidade na corrente. Muitas vezes é possível observar fragmentos do pino (borda) preso no pino extrator da ferramenta, indicando que parte do rebatimento original do pino da corrente foi arrancado, e tanto o furo quanto o pino sofreram desgaste durante o processo. Para uma montagem perfeita, é necessário usar um punção para rebitar novamente as bordas do pino, deixando tudo seguro novamente.

A troca da corrente

Quando queremos trocar a corrente por motivos estéticos, corrente com desenho diferente ou colorida, ou ainda aquelas correntes onde os pinos e elos são vazados para alívio de peso, meça a nova pelo tamanho da que será substituída, nas se for a montagem de uma bike nova, com marchas, que nunca teve corrente, pode haver dúvida quanto ao tamanho final da peça, então coloque a corrente nova na maior coroa e no maior pinhão da relação, somando a isto mais 2 elos. Nesta medição, passe a corrente direto nas engrenagens, sem passar pelo câmbio traseiro.

img-Correntes_Coloridas

Correntes coloridas ou com links e pinos vazados são opções muito procuradas atualmente.

img-Medido_Corrente_Nova

Para descobrir o tamanho exato da corrente, passe ela pelas maiores engrenagens da pedivela e cassette, incluindo mais 2 elos.
Note que a corrente não passa pelo câmbio traseiro para fazer essa medição.

Relação usada

É muito comum trocar a corrente ou cassette usados e ter mais problemas do que já tinha, patinadas, escapadas, queda de corrente. Componentes novos e velhos não se entendem, são incompatíveis, e mesmo que apenas 1 ou 2 pinhões gastos, é melhor trocar o kit todo. Inclua nessa troca a coroa mais usada, nas pedivelas de 3 coroas, costuma ser a intermediária.

Componentes de grupos mais sofisticado, caros, são mais duráveis, neste caso pode se tentar trocar apenas a corrente, mas isso deve ser avaliado antes de pegar uma estrada ou trilha, pois o problema aparece quando aplicamos força nas pedaladas, principalmente pedalando em pé.

Nas bikes acontece da mesma forma que nos carros, quando trocamos por exemplo a embreagem, o kit é disco, platô e rolamento, não apenas o disco da embreagem!

Bom Pedal!

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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