Fanáticos por bikes e componentes leves

Fanáticos por bike leveExistem atletas e aficcionados que trocam todos os componentes da bike para que ela fique muito leve.

Brigam por gramas e gastam verdadeiras fortunas, pois peças leves, muitas vezes são feitas em pequenas quantidades ou a mão. A maioria dos componentes são fabricados em ligas de alumínio, usinados em CNC. Peças como avanço, guidão, quadro, câmbios, aros e bar ends são feitos em fibra de fibra de carbono.

Mas até que ponto vale a pena arriscar a durabilidade do componente só para torná-lo mais leve? Veja aqui nossa avaliação:

Prós e contras

Se você é ciclista amador, o peso da bike não interfere no seu desempenho ao pedalar. Uma bicicleta já é fabricada com o peso ideal para oferecer segurança e ergonomia. Essa situação muda quando você faz trilhas, por exemplo, e aí carregar a ‘magrela’ nas costas faz com que qualquer quilo a mais possa tornar-se uma tonelada.

Quem se preocupa com a performance também fica ligado no peso da bicicleta. Há uma corrente geral que diz que a cada meio quilo a menos na bike, significam 20 segundos a menos na subida, mas não há ainda estudos que comprovem essa hipótese.

Claro que é mais vantajoso ter uma bicicleta mais leve, em qualquer ocasião. Pedalar com 13 kg é mais fácil que pedalar com 15 kg, e assim por diante.

No entanto, considerar a relação do seu peso com o peso da bicicleta é a melhor forma de atingir a performance desejada. Se o peso da bike é superior a 20% do seu peso, vale a pena pensar em torná-la mais leve, porque carregar uma bike com essa relação peso da bike x peso do corpo torna-se muito difícil e compromete até o prazer de pedalar.

Quanto se gasta

Economizar peso é proporcionalmente inverso a economizar dinheiro. Os equipamentos mais leves são caros, porque normalmente são feitos de materiais com tecnologia mais avançada.

Para avaliar melhor a relação custo x benefício antes de começar a tornar sua bike mais leve, pense em como e quando você vai usá-la. Afinal, o bom senso deve imperar.

Claro que os valores dependem do que vai ser trocado, mas de forma geral vale a pena investir em itens que representam uma boa diferença de peso em relação ao valor. Por exemplo, trocar os pneus é a primeira providência pra quem deseja uma bike mais magrela, desde que ela seja usada em pavimentos sem muitos obstáculos. O pneu mais leve é mais estreito e, normalmente, menos resistente. Com R$ 300,00 é possível fazer a troca.

Quadros em fibra de carbono também representam uma boa economia de peso e têm durabilidade maior que os de alumínio. Essa é uma troca que vale a pena.

Trocar a suspensão da bike também pode ser vantajoso. Muitas vezes é possível ganhar 1 kg nessa troca.

Peso antes e depois

O peso total deve ser avaliado de acordo com o peso do ciclista. De uma maneira geral, é vantajoso trocar peças quando o peso total da bicicleta representa de 18 a 20% desse peso. Para bikers amadores, que pedalam apenas como meio de transporte ou para se divertir, a relação de 15% do peso é satisfatória.

Para quem está preocupado com performance, quanto mais leve, melhor, obviamente, mas calculamos (baseados na nossa experiência, sem qualquer comprovação científica) que a relação mínima seja de 12% do peso do atleta. Ou seja, a bicicleta de um atleta de 80 kg deveria pesar, no máximo, 10 kg.

Quebras

Mais uma vez, a relação peso do ciclista x peso da bicicleta deve ser considerada.

Ao planejar uma bicicleta de performance, o fabricante tem como padrão a fisiologia de um atleta, com peso e altura estabelecidos em determinados parâmetros.

Antes de começar a substituir peças, é importante avaliar se as trocas não vão desestabilizar a bike e comprometer a sua segurança.

Vale lembrar que os componentes fabricados em fibra de carbono suportam um peso determinado, e acima disso eles podem quebrar ser dar aviso prévio. Dependendo da situação em que você está com a bike, isso representa perigo iminente.

No geral, bikes mais leves são menos duráveis que as mais resistentes, portanto, mesmo que você seja um apaixonado pela sua e queira deixá-la top de linha, é preciso pensar que desempenho e segurança devem vir antes de qualquer ‘regime’.

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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