Colorindo a relação – Correntes

A corrente, um importante elemento da bicicleta, que passava despercebido na maioria dos casos, agora ganha destaque e vira item decorativo, principalmente nas bikes urbanas.

Corrente coloria verde e amarela

Foi por volta de 1877 quando surgiu a corrente e as engrenagens dentadas, que deram a bicicleta muito mais agilidade e a capacidade de trabalhar relações de marchas diferenciadas (antes os pedais eram ligados diretamente a roda dianteira, os “velocípedes”).

O projeto da corrente é simples e genial. Estampadas em chapas de aço, elas são montadas com links internos e externos (partes maiores que lembram o nº 8), que se movimentam interligados por pinos de aço onde roletes giram livres com folgas mínimas. Os roletas são as partes que se apoiam diretamente nas engrenagens (coroas e catracas ou cassetes múltiplos).

Vista explodida da corrente

Vista explodida dos elos de uma corrente. Estas são todas as partes que compõe a corrente da sua bike.

Atualmente, são tantas opções de marcas e modelos, das mais conservadoras e populares até as mais leves e sofisticadas, com preços variando entre R$ 30,00 e R$ 300,00.

Existem correntes para bicicletas comuns (conhecidas como correntes grossas), atendendo bicicletas sem marchas, as de transporte e lazer, e BMX, e as correntes para bicicletas com marchas (MTB, ciclismo, urbana, híbrida, etc), chamadas de correntes finas, com modelos diferenciados para bikes de 7 a 10 velocidades.

Correntes com elos vazados e pinos ocos também se tornaram populares entre os que procuram reduzir peso na bike.

Corrente dourada e leve

Correntes pretas, cromadas e até douradas todo mundo conhece, mas a onda agora são as correntes coloridas, que podem ser de uma só cor (azul, vermelha, branca, etc, ou com combinação de cores dee bandeiras por exemplo). Mais comuns nas bikes fixas (bicicletas urbanas montadas com quadros de ciclismo e relação fixa, sem marchas), onde os donos procuram fazer combinações de cores, as correntes coloridas começam ser vistas em outras modalidades, dando um visual alegre e chamando atenção por onde passam.

Corrente amarela

Cuidado com a emenda

Para instalar uma corrente nova é necessário usar uma chave especial para desconectá-la (cortar a corrente), já que essa corrente nova é maior do que a que já está na bike. Essa ferramenta remove um dos pinos de aço, que precisa ser reposto. Algumas marcas e modelos de correntes utilizam emendas automáticas (se expandem encaixando uma contra a outra, quando esticamos a corrente), conhecido como missing link.O tipo de emenda mais convencional é composta por um link com trava sobreposta. O modelo japonês utiliza pinos sobressalentes, que ocupam o lugar do pino removido. O novo pino é ligeiramente mais grosso e proporciona ótima fixação. Após sua instalação, é só quebrar o prolongamento extra com um alicate.

Cartela com emendas de correntes

Corrente branca

Seja qual for a sua corrente, lembre-se que ela é um item de segurança e sofre desgaste, observe o estado de conservação da sua e faça a substituição quando ela apresentar folga de encaixe nas engrenagens. Consulte sempre uma loja ou oficina especializada para verificar este e outros pontos importantes da sua bike.

Corrente branca e polida

 

Imagem macro da corrente verde Foto marco da corrente dourada com alívio de peso Foto macro da corrente amarela

 

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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