A corrente é que segura a bronca

Este importante item conecta a força das pedaladas a roda traseira, mas ele pode estar com os dias contados!

Se a bicicleta não está indexando bem as marchas, a corrente está pulando de um cog para outro (patinando) principalmente quando você pega uma subida ou pedala em pé, está na hora de avaliar sua corrente.
Nem tudo é problema de regulagem de câmbio, se você já tentou regular o seu algumas vezes e a bike continua com o mesmo problema, verifique todos os componentes da transmissão, com foco na corrente.

img_Pedaleria_Checando_a_Corrente_07

Para checar o desgaste da corrente, utilize a ferramenta certa, só ela pode avaliar com precisão quanto a corrente esticou.

A durabilidade das correntes é relativa ao uso que fazemos delas, uma bike usada apenas nos finais de semana para passeios urbanos, provavelmente dura pra sempre, a bike deteriora antes da corrente, mas no caso do MTB por exemplo, quem anda na terra ou faz trilhas enfrentando poeira, água, lama e areia, a corrente pode durar entre 2 e 4 mil quilômetros. Nas Road Bike o problema é a alta quilometragem rodada, pois este tipo de bike anda mais rápido que as MTB e pode atingir milhares de quilômetros em poucos meses, além da grande força aplicada nas pedaladas.

img_Pedaleria_Bike_Suja

No caso das MTB, as correntes podem sofrer desgaste acentuado devidos as condições em que as bikes são submetidas, e nestes casos, a checagem de desgaste deve ser periódica.

É muito importante checar o desgaste da corrente periodicamente, mas também mantê-la limpa e lubrificada para não encurtar sua vida útil. A corrente é composta por Links, pinos e Roletes, mas as partes que mais sofrem desgaste são os roletes e os pinos que conectam um link a outro. Com o passar do tempo, as correntes vão alongando devido a somatória dos desgastes individuais em cada pino e tolete, e é exatamente aí que a ferramenta de leitura de desgaste trabalha, na medição deste aumento de tamanho, um forte indício do fim da vida da corrente.

img-Pedaleria_Desenho_Corrente_Explodida

Conheça aqui todas as partes de uma corrente.

 

No caso das MTB com relações com 2 ou apenas 1 coroa, a corrente é exigida ainda mais, trabalhando “atravessada”, fazendo curva para alcançar todos os cogs do cassette, uma condição conhecida como “cruzar corrente”.
O tipo, desenho e cor de sua corrente não importa quando o assunto é desgaste, verifique periodicamente a sua para não correr riscos e ficar a pé na trilha ou estrada, e leve para seus treinos a chave de corrente, assim você não corre o risco de ficar a pé.

img_Pedaleria_Checando_Desgaste_da_Corrente_03

Verificando uma corrente em bom estado. Note que o pino Nº3 não entra na corrente, mostrando que ela OK, não sofreu “alongamento”.

Com a ferramenta em mãos, fica fácil controlar o desgaste da corrente de acordo com a utilização que faz da bicicleta, verifique a sua entre 3 e 12 meses de uso. Veja no desenho abaixo, como deve ser feita a checagem de desgaste da corrente.

img-Desenho_Ferramenta_Pedros_Verificando_Desgaste_Corrente

img_Pedaleria_Checando_a_Corrente_Ferramenta_Pedros

O Missing Link (emenda rápida) também deve ser trocado periódicamente nas bikes que enfrentam muita lama. Verifique se ele abre sem uso da ferramenta apropriada, se abrir na “mão”, substitua a peça.

Uma dica importante, dependendo da quilometragem da bicicleta ao trocarmos a corrente o problema pode continuar ou até aumentar, mas este é outro indício de que o desgaste atingiu os outros componentes da transmissão, as coroas e o cassette/catraca. Lembre-se, assim como nos carros e motos, as peças das bikes também sofrem desgaste, e o risco para o ciclista é muito grande, portanto faça a manutenção e troca destes componentes antes antes de uma quebra acidental.

Bom Pedal!

<a href="https://pedaleria.com/autor/educapivara/" target="_self">Edu Capivara</a>

Edu Capivara

Edu Capivara é Delegado Internacional do Biketrial no Brasil desde 1991 e introdutor do esporte em meados da década de 80. É amigo pessoal de Pedro Pi, o inventor do Biketrial e de toda a cúpula da BIU (Biketrial International Union) . Profundo conhecedor do mundo da bike, começou suas aventuras em modalidades como o BMX e o Mountain Bike no início desses esportes no Brasil. Já participou de campeonatos mundiais de biketrial pelo mundo todo, inclusive do primeiro, em 1986 na Europa.

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