Por melhor que seja o cadeado, o cabo de aço, a tranca tipo “U”, há sempre o risco de perder a bike ou partes dela, dependendo do local e de quanto tempo ela fique sozinha, pois sabemos que a situação faz o ladrão. Bikes muito equipadas, com blocagens nas rodas e no selim, são alvo fácil para pessoas mal intencionadas, portanto para usar a bike como meio de transporte ela deve ter o mínimo necessário, para poder deixá-la trancada sem receio ou surpresas desagradáveis no seu retorno.
Se você não tem um local muito adequado para estacionar, ou é daqueles que para em qualquer local (que é o direito de todos), nada de ciclocomputador, garrafinha, farol, lanterna e acessórios que podem ser removidos sem ferramentas, a não ser que você esteja sempre disposto a levar tudo com você.
Se puder evitar blocagens nas rodas e selim, melhor, mas se quiser usar, ao parar, retire a roda dianteira, o selim, e tranque tudo com a roda traseira e o quadro, pois de outra forma poderá achar apenas o quadro quando voltar. As blocagens com haste removível levam grande vantagem sobre as convencionais, pois a função é mantida, com a tranquilidade de retirar a alavanca dificultando o roubo das rodas, e se tiver um cabo de aço um pouco mais longo, basta abaixar o selim e passá-lo pela ferragem inferior da peça, prendendo com as rodas e o quadro em um ponto fixo seguro.
Como antigamente, algumas bikes européias e japonesas vem equipadas com cadeados fixos ao quadro, modelo com atuação na roda traseira da bicicleta. Prático e limpo, esse tipo de imobilização funciona bem em países civilizados, aqui, seria comum ver alguém carregando a bike nas costas como se nada fosse. Na lateral da peça, uma alavanca leva uma haste curva até o outro lado, imobilizando a roda traseira.
Muito conceituado e utilizado pelos usuários de grandes centros, a tranca U-lock (tipo “U”) é fabricada com aço duríssimo, muito difícil de cortar, mas tanto ela quanto cadeados, cabos de aço com chave, segredos numéricos, etc, não são totalmente invioláveis, e são muitas as histórias e relatos sobre roubos, arrombamentos e corte de cabos, não só aqui, mas em vários países como a Holanda por exemplo, que tem 3 bikes para cada carro em circulação, tem registrado elevado número de roubos.
Bicicletários em maior número seria a solução ideal, mas existem locais com cafés, oficinas com chuveiro e estacionamento, próprios para ciclistas urbanos que encaram o dia a dia com a bike, e podem pagar pelo serviço diferenciado, que acaba virando local de encontros e atividades relacionadas ao uso e convivência de bikers.
Se você pode usar a bicicleta todos os dias para ir trabalhar ou estudar, aproveite esse privilégio, pois a liberdade e saúde que isso proporciona não tem preço, ou melhor, tem o preço de uma boa tranca e pequenas mudanças de hábitos.
Bom pedal!